A tradição de Minerva

Por volta de 1724, é dado a Gaspar Ferreira a tarefa de recriar as escadas de comunicação entre a universidade e a rua pública, e que dá acesso diretamente ao Paço das Escolas. Coroando o arco da escadaria, surge uma escultura barroca, evocativa da Sabedoria, da autoria de frei Cipriano da Cruz.

Estátua de Minerva que coroa o arco das Escadas de Minerva, na Universidade de Coimbra

Minerva, a deusa romana da sabedoria

Com trajes doutorais do século XVIII e portando uma coroa, Minerva defende-se com as Quinas na mão direita, como alusão à proteção da verdade por Portugal, ao mesmo tempo em que oferece o conhecimento a quem o buscar, presente pelo livro na mão esquerda.

A representação de Minerva a meio das escadas que dão acesso à universidade é o testemunho de que todo o edifício é dedicado à Sapiência, em que a subida das escadas a exigir esforço simboliza a dedicação honesta e pessoal à busca do conhecimento.

Na base da estátua, gravada na pedra, lê-se a inscrição latina Sapientia ædificavit: a sabedoria edificou. É este o mote da Residência: o conhecimento edifica, degrau a degrau.

Coimbra, uma lição de amor e tradição

Uma das marcas da Academia de Coimbra é o uso da Capa e Batina pelos estudantes da Universidade, que procura evocar a ideia de pertença a um grupo mas também estabelece uma igualdade entre todos os seus elementos. Exceto pelo branco, que indica pureza, o traje é livre de cores, que remetem às paixões, recordando o chamamento à isenção na busca pela verdade.

Universidade de Coimbra vista da residência da Rua de Saragoça
Universidade de Coimbra vista da residência da Rua de Saragoça
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